ÍNDICE DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO 2018

BRASIL APRESENTA SUA PIOR NOTA DESDE 2012 E CAI DA 96ª PARA A 105ª POSIÇÃO NO RANKING DA TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL

O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) é a mais duradoura e abrangente ferramenta de medição da corrupção no mundo. Ela existe desde 1995 e reúne resultados de 180 países e territórios. A pontuação indica o nível percebido de corrupção no setor público numa escala de 0 a 100, em que 0 significa que o país é considerado altamente corrupto e 100 significa que o país é considerado muito íntegro.

Brasil

O Brasil caiu 9 posições no IPC este ano em comparação ao ano anterior, ocupando a 105ª colocação entre 180 países avaliados. A pontuação passou de 37 para 35. Este é o pior resultado desde 2012, quando os dados passaram a ser comparáveis ano a ano, e representa a 3ª queda anual seguida.

Esse resultado reforça um alerta que já vem sendo feito pela Transparência Internacional. Os esforços notáveis do país contra a corrupção podem estar em risco e não foram suficientes para chegar à raiz do problema. Não tivemos nos últimos anos qualquer esboço de resposta às causas estruturais da corrupção no país. A Lava Jato foi crucial para romper com o histórico de impunidade da corrupção no Brasil – principalmente de réus poderosos. Mas para o país efetivamente avançar e mudar de patamar no controle da corrupção, são necessárias reformas legais e institucionais que verdadeiramente alterem as condições que perpetuam a corrupção sistêmica no Brasil.

Neste ano de 2019 o país tem uma oportunidade importante para realizar este avanço e não deve perdê-la. Saiba mais

Ranking Global

POSIÇÃO PAÍS/TERRITÓRIO PONTUAÇÃO
1 Dinamarca 88
2 Nova Zelândia 87
3 Finlândia 85
3 Singapura 85
3 Suécia 85
3 Suíça 85
7 Noruega 84
8 Holanda 82
9 Canadá 81
9 Luxemburgo 81
11 Alemanha 80
11 Reino Unido 80
13 Austrália 77
14 Áustria 76
14 Hong Kong 76
14 Islândia 76
17 Bélgica 75
18 Estônia 73
18 Irlanda 73
18 Japão 73
21 França 72
22 Estados Unidos 71
23 Emirados Árabes Unidos 70
23 Uruguai 70
25 Barbados 68
25 Butão 68
27 Chile 67
28 Seicheles 66
29 Bahamas 65
30 Portugal 64
31 Brunei Darussalam 63
31 Taiwan 63
33 Catar 62
34 Botsuana 61
34 Israel 61
36 Polônia 60
36 Eslovênia 60
38 Chipre 59
38 República Tcheca 59
38 Lituânia 59
41 Geórgia 58
41 Letônia 58
41 São Vicente e Granadinas 58
41 Espanha 58
45 Cabo Verde 57
45 Dominica 57
45 Coreia do Sul 57
48 Costa Rica 56
48 Ruanda 56
50 Santa Lúcia 55
51 Malta 54
52 Namíbia 53
53 Granada 52
53 Itália 52
53 Omã 52
56 Maurícia 51
57 Eslováquia 50
58 Jordânia 49
58 Arábia Saudita 49
60 Croácia 48
61 Cuba 47
61 Malásia 47
61 Romênia 47
64 Hungria 46
64 São Tomé e Príncipe 46
64 Vanuatu 46
67 Grécia 45
67 Montenegro 45
67 Senegal 45
70 Bielorrússia 44
70 Jamaica 44
70 Ilhas Salomão 44
73 Marrocos 43
73 África do Sul 43
73 Suriname 43
73 Tunísia 43
77 Bulgária 42
78 Burkina Faso 41
78 Gana 41
78 Índia 41
78 Kuwait 41
78 Lesoto 41
78 Trinidad e Tobago 41
78 Turquia 41
85 Argentina 40
85 Benim 40
87 China 39
87 Sérvia 39
89 Bósnia e Herzegovina 38
89 Indonésia 38
89 Sri Lanka 38
89 Suazilândia 38
93 Gâmbia 37
93 Guiana 37
93 Kosovo 37
93 Macedônia 37
93 Mongólia 37
93 Panamá 37
99 Albânia 36
99 Bahrein 36
99 Colômbia 36
99 Filipinas 36
99 Tanzânia 36
99 Tailândia 36
105 Argélia 35
105 Armênia 35
105 Brasil 35
105 Costa do Marfim 35
105 Egito 35
105 El Salvador 35
105 Peru 35
105 Timor-Leste 35
105 Zâmbia 35
114 Equador 34
114 Etiópia 34
114 Níger 34
117 Moldávia 33
117 Paquistão 33
117 Vietnã 33
120 Libéria 32
120 Malaui 32
120 Mali 32
120 Ucrânia 32
124 Djibouti 31
124 Gabão 31
124 Cazaquistão 31
124 Maldivas 31
124 Nepal 31
129 República Dominicana 30
129 Serra Leoa 30
129 Togo 30
132 Bolívia 29
132 Honduras 29
132 Quirguistão 29
132 Laos 29
132 Mianmar 29
132 Paraguai 29
138 Guiné 28
138 Irã 28
138 Líbano 28
138 México 28
138 Papua-Nova Guiné 28
138 Rússia 28
144 Comores 27
144 Guatemala 27
144 Quênia 27
144 Mauritânia 27
144 Nigéria 27
149 Bangladesh 26
149 República Centro-Africana 26
149 Uganda 26
152 Azerbaijão 25
152 Camarões 25
152 Madagáscar 25
152 Nicarágua 25
152 Tajiquistão 25
157 Eritreia 24
158 Moçambique 23
158 Uzbequistão 23
160 Zimbabué 22
161 Camboja 20
161 República Democrática do Congo 20
161 Haiti 20
161 Turquemenistão 20
165 Angola 19
165 Chade 19
165 Congo 19
168 Iraque 18
168 Venezuela 18
170 Burundi 17
170 Líbia 17
172 Afeganistão 16
172 Guiné Equatorial 16
172 Guiné-Bissau 16
172 Sudão 16
176 Coreia do Norte 14
176 Iémen 14
178 Sudão do Sul 13
178 Síria 13
180 Somália 10

Nenhum país atingiu a nota máxima no IPC.

Na liderança do ranking neste ano está a Dinamarca, com 88 pontos. Entre os dez países mais bem colocados, sete são nações europeias, além de Nova Zelândia, Singapura e Canadá, único representante das Américas neste grupo. Todos estes países têm em comum instituições democráticas fortes, um estado de direito sólido, ampla liberdade de imprensa e liberdades civis.

Já a parte debaixo do ranking é formada, principalmente, por países pobres, envolvidos em conflitos ou com instituições democráticas frágeis. A pior nação ranqueada foi a Somália, com 10 pontos, seguida pela Síria (13), o Sudão do Sul (13), o Iêmen (14) e a Coréia do Norte (14).

Américas

O Brasil ocupa a 20º posição entre os 32 países americanos, o que representa uma queda de posições significativa nos últimos anos. Em 2012 ocupávamos a 12ª posição. Neste período, fomos ultrapassados por países como a Jamaica, Suriname, Trinidad e Tobago, Argentina, Guiana, Colômbia e Panamá. O Canadá segue, desde 2012, na liderança do ranking nas Américas com a menor percepção de corrupção da região.

Os países com pior desempenho no IPC passam por profundas crises políticas e econômicas, como Haiti e Venezuela. Este último, vale destacar, vive um processo de diminuição das liberdades democráticas e civis que se reflete na percepção da corrupção. Outro país que se destacou negativamente foram os Estados Unidos, que perderam 4 pontos no IPC desde 2017, em um momento de visível deterioração de padrões éticos no alto escalão do poder e ameaças à independência das instituições.

BRICS

BRICS é o grupo de países emergentes formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O grupo impressiona pelos números: juntos, ocupam mais de um quarto da área total da Terra, reúnem mais de 42% da população mundial e a soma dos PIBs representa 22% da economia global. No entanto, em termos da percepção de corrupção estes países não têm do que se orgulhar.  Todas as nações do grupo, exceto a África do Sul, estão abaixo da média global no IPC. Apesar do crescimento econômico recente, o grupo não conseguiu avançar significativamente na luta contra a corrupção.

A CORRUPÇÃO AINDA É UM GRAVE PROBLEMA.

O QUE FAZER PARA MUDAR ESSE JOGO?

2019 marca o início de novos mandatos no Congresso Nacional. A grande maioria destes novos deputados e senadores se elegeram com um forte discurso contra a corrupção. Desta vez, eles não terão desculpa para ficar apenas na promessa, pois a sociedade já apontou um caminho: as Novas Medidas contra a Corrupção.

As Novas Medidas são o maior pacote anticorrupção do mundo e foram produzidas pela sociedade brasileira.

Até o momento, 13 senadoras/es e 41 deputadas/os se comprometeram com as Novas Medidas e já estão se organizando para a criação de uma Frente Parlamentar Anticorrupção.

Serão necessários mais parlamentares para garantir que estas mudanças sejam colocadas em prática. Junte-se a quase 500 mil brasileiros que apoiam a campanha Unidos Contra a Corrupção e ajude a pressionar o congresso e outros tomadores de decisão a implementarem as mudanças necessárias.

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NOVAS MEDIDAS